terça-feira, 5 de maio de 2026

Barbarella B e o Manifesto Modo B: ensaio sobre o grito da periferia candanga

 

Barbarella B e o Manifesto Modo B: ensaio sobre o grito da periferia candanga

Brasília, tantas vezes vendida como “capital do rock”, carrega em sua memória coletiva o peso dos anos 80 e a aura nostálgica de bandas que se tornaram símbolos nacionais. Mas enquanto o Plano Piloto se orgulhava de sua estética modernista e de sua rebeldia domesticada, Ceilândia e suas satélites viviam outra história — menos plástica, mais visceral. Foi ali, nas margens, que nasceu em 1996 a Barbarella B, e é dali que se ergue o Manifesto Modo B, um grito coletivo contra a caretice, contra a massificação cultural, contra o empacotamento da rebeldia em moldes prontos para consumo.

A Barbarella B é mais que uma banda: é tradução sonora de um movimento. Sua música é feita de garage psicodélico dos anos 60, soul e black music dos anos 70, samba-rock distorcido, riffs viajantes e refrões poderosos. É como se os Kinks e os Small Faces atravessassem o Eixo Monumental e encontrassem o samba-rock candango, reinventado sob um olhar periférico. O resultado é um powerpop urbano e sincero, que dança e denuncia, que celebra e resiste.

Suas letras são crônicas urbanas, impregnadas de folclore candango e de fatos que moldaram a identidade periférica: a chacina de trabalhadores na construção de Brasília, o caso Mário Eugênio, a truculência da GEB, as lendas urbanas que se tornam arquétipos de conduta moral. A Barbarella B não foge do conflito — transforma-o em groove. Cada música é peça teatral, cada show é manifesto. Em faixas como Incansável Morador de Ceilândia, Trem Fantasma, Patchouli e Combustão, a banda encena a vida real, e o público não apenas assiste: participa de um transe coletivo, um grito compartilhado.

A trajetória da banda é marcada pela independência e pela militância cultural. Uma fita demo, três EPs, participação na coletânea AMP.SÔNICA (2000), presença em festivais como Cult 22, Ferrock, Módulo B, Carnarock e tantos outros. Shows em casas e bares do DF e entorno, sempre reafirmando sua identidade autoral. Mais do que ocupar palcos, a Barbarella B produz e organiza eventos, incentivando outras bandas independentes a se apresentarem e a fortalecerem a cena. É uma postura que vai além da música: é compromisso com a coletividade, é resistência contra a lógica que reduz a arte periférica a produto secundário.

O Manifesto Modo B é o pano de fundo dessa história. Nas ruínas do lendário Módulo B, o coletivo se estabelece como alternativa de resistência, abrindo espaço para o rock alternativo e para novas manifestações artísticas do underground. É a afirmação de que a verdadeira contestação nasce da periferia, com autenticidade e suor. Enquanto muitas bandas buscam ser o “novo Legião” ou o “novo Capital”, a Barbarella B reafirma que não há necessidade de suceder ninguém: há necessidade de existir, de criar, de incendiar consciências.

No festival Rock Periférico, na Casa do Cantador, a Barbarella B mostrou por que é uma das bandas mais autênticas da cena. Com suor, intensidade e teatralidade, levou Ceilândia a um transe urbano. Cada acorde foi manifesto, cada riff foi resistência. O público respondeu com entusiasmo, transformando o show em grito coletivo. Não era apenas música: era identidade, era arte que nasce da periferia e se recusa a ser reduzida a produto nostálgico.

Em sua formação atual — Robson Gomes (guitarra e vocal), Sérgio Passos (guitarra e órgão), Robson Freitas (bateria e percussão), Ulisses França (baixo, guitarra e violão) e Thomé de Souza (baixo e vocal) — a Barbarella B segue incendiando palcos e consciências. Sua música é dança e reflexão, catarse e crítica, festa e denúncia. É a prova viva de que Ceilândia não é apenas cidade-dormitório, mas metrópole criativa, moderna e diversa, capaz de reinventar o rock brasileiro a partir de suas margens.

A Barbarella B é, em essência, um manifesto sonoro. É o grito da periferia candanga, que insiste em dizer que o novo olhar sobre o outro e o outro olhar sobre o novo só podem nascer onde a vida pulsa sem maquiagem. E é nesse pulsar que a banda se torna vanguarda — não por estar à frente de seu tempo, mas por estar profundamente enraizada em seu presente.

Brasília pode ter sido vendida como “capital do rock”, mas a sua periferia sempre escreveu outra narrativa — menos plástica, mais visceral, mais verdadeira. Enquanto o Plano Piloto se embalava em rebeldias domesticadas e em ícones dos anos 80 transformados em produto nostálgico, Ceilândia e suas satélites pulsavam em outra frequência: fanzines xerocados, bares improvisados, riffs distorcidos e letras que falavam da vida real. É nesse terreno fértil que nasce, em 1996, a Barbarella B, e é desse mesmo terreno que brota o Manifesto Modo B: um grito coletivo contra a caretice, contra a massificação cultural, contra a falsa rebeldia que se acomoda em moldes prontos.

A Barbarella B é mais que uma banda: é tradução sonora de um movimento. Sua música é feita de garage psicodélico dos anos 60, soul e black music dos anos 70, samba-rock distorcido, riffs viajantes e refrões poderosos. É como se os Kinks e os Small Faces atravessassem o Eixo Monumental e encontrassem o samba-rock candango, reinventado sob um olhar periférico. O resultado é um powerpop urbano e sincero, que dança e denuncia, que celebra e resiste.

Suas letras são crônicas urbanas, impregnadas de folclore candango e de fatos que moldaram a identidade periférica: a chacina de trabalhadores na construção de Brasília, o caso Mário Eugênio, a truculência da GEB, as lendas urbanas que se tornam arquétipos de conduta moral. A Barbarella B não foge do conflito — transforma-o em groove. Cada música é peça teatral, cada show é manifesto. Em faixas como Incansável Morador de Ceilândia, Trem Fantasma, Patchouli e Combustão, a banda encena a vida real, e o público não apenas assiste: participa de um transe coletivo, um grito compartilhado.

Linha do tempo comentada da Barbarella B

  • 1996 – Formação da banda em Ceilândia. Nasce como power trio, já com a proposta de unir garage rock e samba-rock em uma linguagem autoral.

  • 1998–1999 – Primeiras apresentações em festivais locais como Bandeit e Ferrock, consolidando sua presença na cena independente do DF.

  • 2000 – Participação na coletânea AMP.SÔNICA, lançada pelo selo Solaris Discos de Natal/RN, ao lado de onze bandas de várias localidades do país. Esse registro marca a inserção da Barbarella B em um circuito nacional alternativo.

  • 2003–2005 – Presença constante no Despertar Cultural e no Festival Cult 22, reafirmando sua identidade autoral e sua militância cultural.

  • 2006 – Atuação no lendário Festival Módulo B, que mais tarde inspiraria o coletivo Modo B, símbolo da resistência cultural periférica.

  • 2009 – Participação na coletânea Zine Oficial, ampliando sua discografia independente.

  • 2010–2020 – Shows em casas e bares de Brasília e entorno, sempre reafirmando sua postura de valorização das bandas autorais.

  • 2024 – Presença marcante no Carnarock, mostrando que a banda segue ativa e relevante quase três décadas após sua formação.

  • 2025 – Apresentação memorável no Rock Periférico, na Casa do Cantador, em Ceilândia. O show é descrito como transe urbano, manifesto sonoro e grito coletivo.

  • 2026 – A Barbarella B segue como quarteto, com Robson Gomes (guitarra e vocal), Sérgio Passos (guitarra e órgão), Robson Freitas (bateria e percussão), Ulisses França (baixo, guitarra e violão) e Thomé de Souza (baixo e vocal).

A Barbarella B é mais que música: é performance, é resistência, é celebração da periferia como centro criativo. Sua arte é um convite a dançar e pensar, a sentir e refletir. É a prova de que o rock candango não é apenas sobrevivência, mas invenção — e que das ruas de Ceilândia brota um som capaz de incendiar corpos e consciências.

O Manifesto Modo B é o pano de fundo dessa trajetória: nas ruínas do Módulo B, o coletivo se estabelece como alternativa de resistência, abrindo espaço para o rock alternativo e para novas manifestações artísticas do underground. A Barbarella B é sua face sonora mais emblemática, reafirmando que a verdadeira contestação nasce da periferia, com autenticidade e suor.

Mais que banda, mais que coletivo, mais que festival: é um novo olhar sobre o outro, um outro olhar sobre o novo. É o grito da periferia candanga, que insiste em existir e reinventar.

Barbarella B e o Manifesto Modo B: ensaio sobre o grito da periferia candanga

 

Barbarella B e o Manifesto Modo B: ensaio sobre o grito da periferia candanga

Brasília, tantas vezes vendida como “capital do rock”, carrega em sua memória coletiva o peso dos anos 80 e a aura nostálgica de bandas que se tornaram símbolos nacionais. Mas enquanto o Plano Piloto se orgulhava de sua estética modernista e de sua rebeldia domesticada, Ceilândia e suas satélites viviam outra história — menos plástica, mais visceral. Foi ali, nas margens, que nasceu em 1996 a Barbarella B, e é dali que se ergue o Manifesto Modo B, um grito coletivo contra a caretice, contra a massificação cultural, contra o empacotamento da rebeldia em moldes prontos para consumo.

A Barbarella B é mais que uma banda: é tradução sonora de um movimento. Sua música é feita de garage psicodélico dos anos 60, soul e black music dos anos 70, samba-rock distorcido, riffs viajantes e refrões poderosos. É como se os Kinks e os Small Faces atravessassem o Eixo Monumental e encontrassem o samba-rock candango, reinventado sob um olhar periférico. O resultado é um powerpop urbano e sincero, que dança e denuncia, que celebra e resiste.

Suas letras são crônicas urbanas, impregnadas de folclore candango e de fatos que moldaram a identidade periférica: a chacina de trabalhadores na construção de Brasília, o caso Mário Eugênio, a truculência da GEB, as lendas urbanas que se tornam arquétipos de conduta moral. A Barbarella B não foge do conflito — transforma-o em groove. Cada música é peça teatral, cada show é manifesto. Em faixas como Incansável Morador de Ceilândia, Trem Fantasma, Patchouli e Combustão, a banda encena a vida real, e o público não apenas assiste: participa de um transe coletivo, um grito compartilhado.

A trajetória da banda é marcada pela independência e pela militância cultural. Uma fita demo, três EPs, participação na coletânea AMP.SÔNICA (2000), presença em festivais como Cult 22, Ferrock, Módulo B, Carnarock e tantos outros. Shows em casas e bares do DF e entorno, sempre reafirmando sua identidade autoral. Mais do que ocupar palcos, a Barbarella B produz e organiza eventos, incentivando outras bandas independentes a se apresentarem e a fortalecerem a cena. É uma postura que vai além da música: é compromisso com a coletividade, é resistência contra a lógica que reduz a arte periférica a produto secundário.

O Manifesto Modo B é o pano de fundo dessa história. Nas ruínas do lendário Módulo B, o coletivo se estabelece como alternativa de resistência, abrindo espaço para o rock alternativo e para novas manifestações artísticas do underground. É a afirmação de que a verdadeira contestação nasce da periferia, com autenticidade e suor. Enquanto muitas bandas buscam ser o “novo Legião” ou o “novo Capital”, a Barbarella B reafirma que não há necessidade de suceder ninguém: há necessidade de existir, de criar, de incendiar consciências.

No festival Rock Periférico, na Casa do Cantador, a Barbarella B mostrou por que é uma das bandas mais autênticas da cena. Com suor, intensidade e teatralidade, levou Ceilândia a um transe urbano. Cada acorde foi manifesto, cada riff foi resistência. O público respondeu com entusiasmo, transformando o show em grito coletivo. Não era apenas música: era identidade, era arte que nasce da periferia e se recusa a ser reduzida a produto nostálgico.

Em sua formação atual — Robson Gomes (guitarra e vocal), Sérgio Passos (guitarra e órgão), Robson Freitas (bateria e percussão), Ulisses França (baixo, guitarra e violão) e Thomé de Souza (baixo e vocal) — a Barbarella B segue incendiando palcos e consciências. Sua música é dança e reflexão, catarse e crítica, festa e denúncia. É a prova viva de que Ceilândia não é apenas cidade-dormitório, mas metrópole criativa, moderna e diversa, capaz de reinventar o rock brasileiro a partir de suas margens.

A Barbarella B é, em essência, um manifesto sonoro. É o grito da periferia candanga, que insiste em dizer que o novo olhar sobre o outro e o outro olhar sobre o novo só podem nascer onde a vida pulsa sem maquiagem. E é nesse pulsar que a banda se torna vanguarda — não por estar à frente de seu tempo, mas por estar profundamente enraizada em seu presente.

BARBARELLA B

 


          Há bandas que se apresentam. Outras, ocupam. A BARBARELLA B pertence a essa segunda categoria — não apenas sobe ao palco, mas o transforma em território simbólico, em espaço de fricção entre passado e futuro, tradição e ruptura, centro e margem.

No último suspiro de setembro de 2025, na mítica Casa do Cantador, durante o festival Rock Periférico, a banda reafirmou aquilo que vem construindo desde 1996: uma obra que não se contenta em existir — ela insiste em significar. Em meio a um line-up pulsante, o grupo ceilandense entregou um espetáculo que flertava com o transe coletivo, costurando música, teatro e poesia marginal em uma narrativa urbana de rara intensidade.




Mas entender a BARBARELLA B apenas pela performance ao vivo seria reduzir sua proposta. Sua sonoridade é, antes de tudo, um laboratório de colisões estéticas. Há ecos da psicodelia de garagem dos anos 60, filtrados pelo espírito inquieto de bandas como The Kinks e Small Faces, atravessados por grooves que dialogam com a black music setentista brasileira e internacional. A isso, soma-se um tempero decisivo: a subversão do samba-rock, aqui distorcido, eletrificado, reimaginado sob a lente do rock alternativo.


        O resultado é um som que dança — mas também tensiona. Riffs viajantes se entrelaçam com batidas densas, enquanto refrões de apelo power pop emergem como respiros melódicos em meio à acidez. É música que convida ao corpo, mas exige escuta. Uma linguagem contemporânea que reverencia o passado sem jamais se curvar a ele.

                   As letras operam no mesmo registro híbrido. Há algo de beatnik, de crônica urbana e de mitologia candanga em suas narrativas. Ceilândia, Brasília e suas fissuras sociais aparecem não apenas como cenário, mas como personagem — vivo, contraditório, pulsante. Episódios históricos, lendas urbanas e conflitos cotidianos são reelaborados em forma de arquétipos, como se a banda estivesse constantemente reescrevendo o folclore do Distrito Federal à luz de guitarras distorcidas e poesia ácida.


No palco, essa construção simbólica ganha corpo. Canções como “Incansável Morador de Ceilândia”, “Trem Fantasma”, “Patchouli” e “Combustão” deixam de ser apenas faixas: tornam-se pequenas peças teatrais, onde cada gesto, cada ruído e cada silêncio compõem uma dramaturgia do asfalto. Não há concessão — apenas entrega.

                   Esse caráter vanguardista, no entanto, não se limita à estética. A BARBARELLA B também atua como agente ativo na cena independente, assumindo uma postura que vai além da própria carreira. Ao longo de sua trajetória, a banda tem incentivado e protagonizado a produção de eventos autorais, criando espaços onde artistas independentes podem existir fora das engrenagens convencionais do mercado. É uma ética de resistência: fazer, organizar, abrir caminho — mesmo quando as estruturas não estão dadas.


Essa postura dialoga diretamente com sua discografia e histórico. Com lançamentos independentes, participações em coletâneas como “AMP.SÔNICA” e presença constante em festivais do DF, o grupo construiu uma trajetória sólida à margem da indústria, mas no centro da relevância cultural local. Não por acaso, permanece como uma das vozes mais autênticas da cena.


Talvez o maior feito da BARBARELLA B seja justamente esse: transformar a experiência periférica em linguagem universal sem diluir sua identidade. Em tempos de padronização estética e algoritmos previsíveis, a banda insiste no risco, na mistura, na fricção.


E, ao fazer isso, lembra — com guitarras, suor e poesia — que a verdadeira vanguarda não está apenas em soar diferente, mas em criar novos caminhos para que outros também possam existir.



segunda-feira, 4 de maio de 2026

NICO - VELVET UNDERGROUND

O Velvet Underground & Nico

Após Andy Warhol se tornar o empresário do Velvet Underground, ele propôs que o grupo teria Nico como vocalista. O grupo concordou, apesar de uma considerável relutância, devido a razões pessoais e musicais — John Cale, do grupo, descreveu Nico como "tone deaf", algo como: "quem não tem ouvido". Apesar disso, ele iria ter papel fundamental na carreira solo de Nico. O grupo, incluindo Nico, tornaram-se os acompanhadores pessoais para a "Exploding Plastic Inevitable", um show experimental e alternativo de Andy Warhol, que misturava música, filme, dança e pop art.

Nico fez o vocal principal em três músicas ("Femme Fatale", "All Tomorrow's Parties" e "I'll Be Your Mirror") e providenciou o backing vocal em ("Sunday Morning") no álbum de estréia da banda: The Velvet Underground and Nico. Lançado no ano de 1967, o álbum foi fundamental para o aparecimentos de muitos gêneros musicais, incluindo o punk rock e New Wave.

Nico teve uma breve relação romântica com o vocalista e compositor, Lou Reed. Nesse mesmo período, ela esteve envolvida em relações amorosas com outros músicos, incluindo CaleJackson BrowneBrian JonesTim BuckleyBob Dylan e também com Iggy Pop.

Pouco tempo após a turnê que se seguiu, a Exploding Plastic Inevitable, saiu de cena no começo de 1967, Nico e o Velvet Underground foram para caminhos diferentes. Tanto Lou Reed como John Cale tocaram em partes significantes do projeto solo de Nico. Nos próximos 20 anos que seguiram-se, ela gravou uma série de álbuns bem aclamados pela crítica, trabalhando em coisas parecidas com Brian Eno e Phil ManzaneraJohn Cale esteve particularmente envolvido nas músicas de Nico, produzindo quatro de seus álbuns, como também fazendo arranjos e tocando diversos instrumentos nas gravações.


Nico foi viciada em heroína por mais de quinze anos. O biógrafo Richard Witts especulou que o vício de Nico se deu por suas experiências traumáticas de guerra, ainda durante sua infância, e também por ser uma criança ilegítima.

No dia 18 de julho de 1988, enquanto estava em férias com o seu filho em Ibiza, na Espanha, Nico teve um ataque cardíaco enquanto andava de bicicleta e, na queda, bateu a cabeça. O motorista de um táxi que passava a encontrou inconsciente e teve dificuldade para conseguir encontrar um hospital que a atendesse em Ibiza, pois Nico não tinha plano de saúde.

Incorretamente, ela foi diagnosticada por ter sofrido insolação, e morreu no dia seguinte. O exame de raio-X, mais tarde, acabou revelando uma severa hemorragia cerebral, que foi o que lhe causou a morte.

Nico foi enterrada no "Friedhof Grunewald-Forst" em Berlin. Alguns amigos colocaram uma fita da música "Mütterlein", uma música de seu álbum "Desertshore", em seu funeral.




 

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

BARBARELLA B – Rock Alternativo com DNA Candango

 🎸 BARBARELLA – Rock Alternativo com DNA Candango

Do subúrbio sonoro de Brasília para os palcos independentes do país, a trajetória da BARBARELLA é marcada por atitude, autenticidade e uma sonoridade que pulsa história. Tudo começou em 1991 com a guitar band Bloody Clouds, formada por músicos com gosto afiado por rock alternativo. Influenciados por Sonic Youth, My Bloody Valentine, Velvet Underground, Kinks, Joy Division e outros ícones, a banda cantava em inglês e incendiava as satélites com shows intensos — incluindo um lendário showmício em Luziânia que reuniu mais de mil pessoas em plena campanha eleitoral.

Em 1996, nasce o projeto BARBARELLA, com Pablo Emmanuel (baixo), Onilson Nunes (bateria) e Robson Gomes (guitarra e vocal). A banda mergulha na psicodelia sessentista, no pós-punk inglês e no rock alternativo dos anos 90, agora com letras em português e uma pegada mais madura. Em 1997, gravam sete faixas no estúdio Artmanha/DF, com produção de Geruza, baixista do Escola de Escândalo. A faixa “The Book Is on the Table” entra na coletânea AMP.SÔNICA do selo Solaris Records (Natal/RN), marcando presença nacional.

Após mudanças na formação, Robson Freitas assume a bateria em 1998 e a banda segue firme, tocando em festivais como Ferrock, Bandeit e em diversas satélites. Em 2000, gravam sua segunda demo no ME Estúdio/DF e, em 2003, lançam a terceira: HI-FI ESTÉREO, consolidando sua estética sonora — guitarras econômicas, refrões ganchudos e letras afiadas, com swing e peso na medida certa.

BARBARELLA é mais que uma banda: é uma viagem sonora entre o passado e o presente, com raízes candangas e espírito vanguardista. Uma mistura de tradição e ousadia que continua reverberando nos corações alternativos do Brasil.

📍 Siga, ouça, compartilhe. @barbarellabanda | #BarbarellaB #RockCandango #HiFiEstéreo #IndieBrasília

BARBARELLA B: DE CEILÂNDIA PARA O MUNDO!

 BARBARELLA B

Com uma trajetória marcada por autenticidade e energia, a BARBARELLA B emerge como uma das bandas mais instigantes da cena independente. Já com uma fita-demo e três EPs lançados, o grupo entrega um rock dançante e envolvente, que mistura influências dos anos 60, o britpop britânico e o soul nacional dos anos 70, evocando nomes como Tim Maia, Hyldon e Jorge Ben em sua fase clássica.

O som da BARBARELLA B carrega ares de Kinks e Small Faces, com pitadas do indie rock ácido dos anos 90, resultando numa fusão sonora que vai do suave intenso ao ritmo pesado, sempre com guitarras econômicas, letras inteligentes e refrões ganchudos. A banda constrói um rock alternativo moderno e consistente, equilibrando peso e swing, ritmo e melodia, sem perder a simplicidade que cativa.

Com referências ao folclore candango e uma linguagem contemporânea sobre uma sonoridade tradicional, BARBARELLA B não apenas faz música — eles criam experiências. Seus shows são verdadeiros convites à dança e à reflexão, onde cada acorde pulsa com identidade e propósito.

Prepare-se para sentir o groove, a poesia e a força de uma banda que sabe exatamente onde quer chegar. BARBARELLA B é mais que som — é movimento. 🎶🔥


BILL COSMIC

quarta-feira, 16 de abril de 2025

BLOODY CLOUDS

 

Em 1990 tento algumas parcerias para montar uma banda, mas sem sucesso. Em 1991 começo a tocar com alguns amigos com gosto musical em comum e montamos nossa primeira banda, ou melhor, uma guitar band, o BLOODY CLOUDS, com Valter Rodrigues no baixo, Lee Sérgio na guitarra, Onilson Nunes na bateria e eu na guitarra e vocal, cantávamos em inglês e a banda durou de 1991 a 1995, tinha influências de Sonic Youth, My bloody Valentine, Stone Roses, Velvet Underground, Kinks, Smiths, Joy Division, entre outras.Tocamos em várias satélites e algumas apresentações em Luziânia, inclusive uma muito especial em 1994, época das campanhas eleitorais, um showmício da coligação dos partidos de esquerda na praça central, que segundo moradores locais chegou a reunir mais de 1.000 pessoas. Não gravamos nenhuma fita-demo oficial, mas tivemos gravações que fizemos num estúdio na QNL, na Chaparral pra ser exato, que tocaram em rádios rock de Cuiabá/MT e Cambuí/MG.

Em 1996 começamos o projeto BARBARELLA com Pablo Emmanuel no baixo, Onilson Nunes na bateria e Robson Gomes na guitarra e vocal. No ano seguinte gravamos sete músicas no estúdio Artmanha/DF com produção do velho Geruza, baixista do Escola de Escândalo, todas as músicas em inglês ainda como herança do Bloody Clouds, mas já cantávamos em português, agora com a psicodelia sessentista mais presente e ecos do pós-punk inglês com o rock alternativo do início dos anos 90. A faixa “the book is on the table” está na coletânea AMP.SÔNICA do selo Solaris records de Natal/RN.

Logo após a gravação o baterista é obrigado a deixar a banda por motivos familiares, seu filho acabara de nascer e com um problema no coração que só podia ser tratado em São Paulo. 

Já no início de ’98 Robson Freitas assume a batera, tocamos em festivais como o Ferrock, Bandeit e várias satélites. Em 2000 gravamos a segunda demo no ME estúdio/DF . Em 2003 gravamos a terceira chamada “HI-FI ESTÉREO” também no ME estúdio.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

GDF + PERTO DO CIDADÃO


O som mistura aquele rock clássico do fim dos anos 60 e começo dos 70 — tipo Kinks e The Who — com a energia do funk e do soul de James Brown e Kool Moe Dee. A parada é que eles sabem equilibrar tudo muito bem: trazem uma vibe dançante, mas sem perder o toque retrô, puxando da psicodelia do Velvet Underground e do Pink Floyd da fase Syd Barrett. Ao mesmo tempo, jogam na roda climas mais modernos, como o rock alternativo de My Bloody Valentine e Radiohead, e ainda dão espaço pra música eletrônica, na pegada de Beck, Chemical Brothers e Moby.